A Revista

segunda-feira, 25 de abril de 2016

sol nasce para os vivos - Lennon Rosa



três gatos espertos na esquina balão respostas

garganta maldita café preto c/ leite manhã paranaense
 mediano penso reflito pensamentos diabólicos distantes
 palavras escoltadas pelo louco do bairro chinês-alemão

 tossindo injúrias gírias bactérias imaginações pendências
 corredores do acaso enviados pela juventude psicológica
 linguagem é caótica por natureza humana discórdia mental

 quilômetros entre dois indivíduos de mundos diferentes
 regras próprias não se aplicam isso é sonho onírico besta
 intacto permaneço no caos capim brincando de palhaço

 12/04/2016




tranças masculinas rosa de abril riso

 reis não amam rainhas no submundo
 cigarros desagradáveis tragados
 murros errados em todas as vielas
 posições escória parlamentares patos
 queremos cervejas sem álcool c/ gelo
 houve um deus amador ocidental baço
 amei o dragão psicopata concorrente

 horário políticos escorregadio muro
 publicações campainha vinheta vintage
 vantagem fotografia físico paixões passos
 cobras verdes perambulam solitárias mato
 estrada de terra campanário litorâneo pito

 asas tigres do entardecer noturno chute
 músculos energias puxa vida assunto oco
 terminado charuto aceso cinzas azuis vasto
 tenho um caderno cheio de versos inferiores
 nunca amei alguém na vida como a arte-poesia

 dizem que amanhã choverá canivetes metálicos
 falam também que ossos são combustíveis naturais
 e dentes amarelos representam sabedoria viking
 o ontem não pertence aos vivos, nem o futuro furo
 queremos o mundo queremos as pessoas os prazeres
 ouça pare pesquise esqueça fundamentos fundidos

 cantando ragtime blues
 tocando violão velho
 cego-morto manda bem

 linha árvores infindo alcance possível vendar olhos não parar

 05/04/2016




sonhando onírico principio do prazer

 passos dados mente fora foragido cabeça
 desejos café blues demônios engasgando
 obvio deambulo lugares inóspitos germes
 soco situações vozes distanciamento resto
 gosto amargo de uma juventude estragada
 regras jogadas na privada lixo contemporâneo
 se estivéssemos mortos não haveria dúvidas

 números miseráveis medíocres podados
 intacto olho o caos mundial gargalhando
 sou o palhaço moderno maquiagem barata
 piadas negras conteúdo pesado cascatas
 persuadir o guarda para prender-me na solitária
 sangrando suando fedendo células mortas podres

 sequência cadência eloquência
 pasmo penso cumprimentos
 andando lento nos corredores

 quem me dera ser um deus pagão estranho
 criar novos humanos em segundos ligeiros
 ser conhecido e lembrado por gerações
 mas aqui estou; escrevendo poemas
 que não durarão dias na sociedade
 gárgulas voam pedras resolutas soltas
 no circuito inebriado chamado Cotidiano

 06/04/2016




sol nasce para os vivos

 o poema é barro preto oleoso
 entre estações aleatórias dos deuses
 ó natureza maldita de bocas fechadas!
penso existo feito cão diabólico tolice;
       quer um soco no estomago?
ou um olhar malicioso? 

não segure o pensamento
 sim para a naturalidade
 tudo acontece sem razão
 o caos é meu amor; e dor
 não temo a tempestade
 escolho a pura imaginação
 neste ringue abandonado
                           pelas pessoas

 pássaros cantando calor terrestre
 humanos vivos humanos mortos
 lembranças passado indiferença
 o Grande Dragão Vermelho acordou
 faminto por vontades individuais
 fogo denso floresta queimando
       desenho meu destino c/ sangue

 cabelos longos pretos
 esperam meu olhar
 e minha atenção
                           masculina

 amo aqueles espíritos do vento
 neste local esquisito isolado real

 10/04/2016      




sincero tatuo minha alma com tinta negra

porcarias virtudes dias andanças matança
 querência substância segunda-feira festas
 calor caótico bêbado babélico estrangeiro
 contemple o grande dragão medievo ancião
 fogo lançado em muros trincados urbanos
 garganta ruim sensações pior ainda dores
 crônico crônica trono trovadoresco trote
 pensante vou indo por aí gírias gestos gritos

 amo a solidão solitária sóbria amora atum
 gosto das circunstâncias inesperadas variadas
 pianos tocados por músicos em preto em branco
 arte ruim também é conhecida por bons samaritanos
 velharia músculos fracos fraqueza vencimento vento
 amores perdidos encontrados em becos quaisquer

 agudo musical água cristal caveira esqueleto esquema
 jumento pobreza política corrupção argumentos arcaico
 olhos cansados param de ler livros empoeirados mortos

 08/04/2016




significado veiculado nos fios elétricos

 entre solidões diversificadas peculiares
 babaca palhaço gargalhando piadas tolas

 simplifico minha imaginação com spleen
 eis que perambularei quilômetros daqui

 ratos gárgulas ditados sentidos semelhança
 restante período globalização complicados

 dogmas cheiram a suores exagerados
 línguas gosmas lesmas regrando poças

 31/03/2016




se a verdade fosse dita todos os dias  eu estaria frito

planos indecisos do esforçado criam o caos
garganta inflamação leviana dor gosto barulho
 dedos escolhem sons simbólicos barriga gordura
 linguagens esquecidas exploradas pelo Renascido
 corro feito atleta de esquina suor sal cachorros
 psicopatas também são filhos de Deus verdades

 concorde ou não com minha sentença de morte
 mas ainda acredito que tatuagens com nomes
 de filhos é algo horrível de se fazer ultimamente
 olhos cansados visam glórias futuras esperança
 faminto penso em comida odeio vegetarianos
 entretanto não me apedrejem contradigo-me

 mendigos são seres destinados a observar-nos
 passo por eles sem dar centavo algum sorrindo
 desculpe se não amo desconhecidos c/ carinho
 muitas vezes nem sei o que é amar; significados
 diga-se de passagem que ociosos pensam demais
 somente posso projetar e de modo algum viver

 12/04/2016  





Meu nome é Lenonn Henryque Pereira Rosa.Nasci em 17 de março de 1995 em Miraselva no Paraná, lugar este que moro atualmente. Estudo Letras Inglês na Unespar-Fecea de Apucarana. Tenho 21 anos.

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